George Russell vê o sonho do título de 2026 ruir após quebra de motor na Mercedes. Com 84 pontos atrás de Antonelli, o britânico desabafa sobre a maré de azar e lamenta nova perda de pódio na F1.
Pódio no bolso e motor no chão
De fato, o enredo da corrida parecia desenhado pelos deuses para consagrar o pobre lorde inglês. Faltando pouquíssimas voltas para a bandeirada, os dois carros prateados desfilavam confortavelmente atrás do safety car.
Logo depois, quando a festa do pódio já estava armada com direito a champanhe gelado, a unidade motriz da Mercedes de Russell resolveu pedir arrego de forma espetacular. Simplesmente apagou! Sem aviso, sem fumaça prévia e sem dó do piloto. Pobrezinho!!
Enquanto isso, o jovem Kimi Antonelli só agradeceu o presente, cruzou a linha de chegada e abriu nada menos que 84 pontos de vantagem na liderança do campeonato. Uma verdadeira surra no companheiro experiente!
A arte de chorar as pitangas
Aliás, após a corrida, Russell desceu do carro com aquela cara de quem perdeu o cachorro e não poupou lamentos aos microfones:
– Mais uma falha. Estava a caminho de um pódio praticamente certo. É difícil de aceitar. Infelizmente, isso aconteceu vezes demais nesta temporada. O problema na unidade motriz foi muito decepcionante… foi uma falha repentina!
Inesperadamente, quando o repórter teve a coragem de perguntar se o sonho do campeonato mundial havia subido no telhado, o britânico praticamente jogou a toalha no chão:
– Sim, diria que sim. Precisava mesmo que tudo corresse a meu favor se quisesse reverter a situação, e claro que este fim de semana não foi o caso. Nunca se deve dizer nunca. Mas esta temporada tem sido implacável, com a quantidade de coisas que nos escaparam, que estiveram fora do nosso controle!
Por outro lado, o festival de desculpas não parou por aí. Russell completou sua ladainha com uma daquelas frases de quem já comprou a passagem de volta para casa:
– Eu sabia que, se quisesse voltar à luta pelo título, precisava de ter a sorte do meu lado — não bastariam apenas boas atuações — e aqui estamos nós, não só sem a sorte do meu lado, como com o azar ao meu lado!
Oh Vida! oh Céus!

Inegavelmente, a vida do inglês virou uma comédia pastelão. Ele venceu em Baku, encheu o peito para dizer que cortou a desvantagem para 66 pontos e, na corrida seguinte, entrega 84 de bandeja para o garoto da garagem ao lado.
Dessa forma, a única coisa que qualquer fã de automobilismo consegue imaginar é o Russell tirando o capacete nos boxes, olhando para a cara do Toto Wolff e imitando a clássica hiena Hardy Har Har dos desenhos animados:
– “Oh vida, oh céus, oh azar… eu sabia que não ia dar certo!”
Portanto, para George Russell agora só resta sentar no cantinho do paddock e cantar aquele clássico da dor de cotovelo: ♫”Sorte grande, sorte grande… o que eu tenho é só azar, azar, azar!”