Na F1 2026, os testes no Bahrein terminaram e o cenário da F1 2026 começa a ganhar forma. Mercedes impressiona, Ferrari é consistente, McLaren é candidata real e Red Bull vive nova fase. Veja como cada equipe chega para Melbourne.
A pré-temporada da Fórmula 1 2026 chegou ao fim.
Depois de dois testes intensos no Bahrein, as equipes agora viram a chave para o GP da Austrália, a primeira prova do ano.
Mas afinal… quem realmente sai na frente?
Vou direto ao ponto: o cenário é equilibrado. Só que alguns sinais são claros.
McLaren: campeã, mas cautelosa

A McLaren chega como atual campeã.
No shakedown em Barcelona, o carro já mostrou boa base. No Bahrein, completou 422 voltas no primeiro teste e 395 no segundo. Quilometragem forte. Confiabilidade sólida.
Lando Norris marcou o melhor tempo do primeiro dia. Mas o discurso foi pé no chão.
A equipe sabe onde precisa evoluir. Não parece dominante. Mas está no jogo.
Zak Brown deixou claro: devem estar no “big four”, mas não liderando.
Traduzindo: vão brigar. Só não querem assumir favoritismo.
Mercedes: velocidade pura, alerta na confiabilidade
A Mercedes chamou atenção.
Mesmo com alguns problemas pneumáticos no segundo teste, a equipe completou 432 voltas na última semana — o maior número entre todos.
O W17 parece rápido.
George Russell falou em evolução diária. Toto Wolff foi direto: o carro “parece decente”.
Não é exagero dizer que muita gente no paddock vê a Mercedes como candidata real ao topo já na Austrália.

Red Bull: novo motor, nova era
A Red Bull Racing inicia 2026 com a Red Bull Ford Powertrains.
O novo motor surpreendeu positivamente na confiabilidade. Foram 343 voltas no Teste 1 e 329 no Teste 2.
Max Verstappen falou em começo “muito positivo”.
Mas Laurent Mekies foi sincero: ainda estão atrás de Mercedes, Ferrari e McLaren.
Isso coloca a Red Bull como quarta força? Talvez.
Só que apostar contra Verstappen nunca foi uma decisão inteligente.
Ferrari: consistência e tempo forte
A Ferrari começou 2026 focada cedo nas novas regras.
No Bahrein, rodou forte. Charles Leclerc cravou 1m31.992s, o melhor tempo do segundo teste.
Lewis Hamilton também mostrou confiança, mesmo após um pequeno problema no fim do primeiro teste.
Fred Vasseur destacou o mais importante: quilometragem e coleta de dados.
A Ferrari parece organizada. E quando a base é boa, o desenvolvimento costuma vir rápido.
Williams: atrasada, mas viva
A Williams perdeu o shakedown de Barcelona por atraso no projeto.
Isso pesa.
Mesmo assim, compensou no Bahrein com boa quilometragem. O problema? Carro acima do peso.
Albon foi honesto: ainda não estão onde querem.
A expectativa é começar o ano no meio do pelotão, brigando ponto a ponto.
Racing Bulls e Haas: meio do grid vai pegar fogo
A Racing Bulls completou 407 voltas no segundo teste — só atrás da Mercedes.
Já a Haas F1 Team foi extremamente consistente: 390 voltas no Teste 1 e 404 no Teste 2.
Ambas mostram confiabilidade.
Se mantiverem esse ritmo, o pelotão intermediário pode ser o mais equilibrado dos últimos anos.
Aston Martin: sinal de alerta
A Aston Martin teve o pior cenário.
Apenas 206 voltas no primeiro teste e 128 no segundo.
Problemas técnicos e pouco tempo de pista.
Fernando Alonso admitiu: começo difícil.
E em um regulamento novo, largar atrás pode custar caro.
Audi: projeto ambicioso
A Audi estreia oficialmente como equipe de fábrica.
Foram 353 voltas no Teste 1 e 357 no Teste 2.
Gabriel Bortoleto destacou que tudo é novo — inclusive o motor exclusivo da marca.
Não devem começar brigando pelo topo.
Mas a evolução durante o ano será o termômetro real.
Alpine: passo à frente?
A Alpine F1 Team terminou 2025 na lanterna.
Agora aposta que o foco antecipado nas regras de 2026 dará resultado.
359 voltas no segundo teste indicam melhora.
Mas a real posição só vamos descobrir na classificação em Melbourne.
Cadillac: estreante sem pressão
A Cadillac F1 Team fez 320 voltas no Teste 1 e 266 no Teste 2.
Para uma equipe novata, é positivo.
Valtteri Bottas resumiu bem: o importante não é onde começam, mas onde vão terminar.
Expectativa? Aprender. Evoluir. Sobreviver.
Quem chega mais forte para a Austrália?
Hoje, o cenário aponta para quatro forças principais:
- Mercedes
- Ferrari
- McLaren
- Red Bull
Mas a ordem exata ainda é um mistério.
Testes enganam.
Carga de combustível, mapas de motor, programas diferentes… tudo isso mascara a realidade.
Só na sexta-feira de treinos livres na Austrália teremos o primeiro indício real.
E aí sim começa o jogo de verdade.
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