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Como foi a 1ª Semana de Pré-temporada Da F1?

A 1ª Semana de Pré-temporada Da F1 oficial de 2026 no Bahrein terminou com muita quilometragem, Mercedes no topo do cronômetro e um alerta: as novas unidades híbridas exigem ajustes urgentes para largadas, energia e ultrapassagens.

O primeiro teste oficial de pré-temporada da F1 2026 no Bahrein terminou e já deu pra sentir o “cheiro” dessa nova era: carros diferentes, muita coisa pra entender e um monte de detalhe técnico que vai decidir corrida lá na frente.

Primeiro, o ponto mais importante: a ordem de forças ainda é um mistério. Pré-temporada é isso. As equipes escondem jogo com combustível, mapas de motor e programas de pneus, então tempo de volta sozinho não crava ranking. Ainda assim… dá pra pescar tendências.

Enquanto isso, o “Tech Talk” da F1 TV com Sam Collins virou praticamente obrigatório pra quem quer sacar o que cada time inventou: desde como as novas regras mexeram no conceito dos carros até mudanças de carroceria e detalhes de projeto que passam batido na câmera.

O que os testes já gritaram: 2026 não vai ser “F1 lenta”

Além disso, teve uma surpresa boa: a Pirelli e a FIA indicaram que os carros de 2026 estão mais rápidos do que se temia, e em alguns cenários devem ficar relativamente próximos do ritmo de 2025, principalmente quando as equipes começarem a achar a janela ideal do carro e dos pneus. Ou seja: aquele medo de “parece F2” perdeu força.

Por outro lado, a variação por pista deve ser grande, porque agora gestão de energia e aerodinâmica ativa vão pesar muito. Tem circuito em que isso vai casar bem. Em outros, vai expor fraquezas.

Mercedes acelera no fim e Antonelli “deixa recado”

Agora vamos ao que todo fã olha primeiro: cronômetro. Andrea Kimi Antonelli foi o mais rápido do terceiro dia, superando George Russell e fechando a semana com a melhor marca. Isso, por si só, não garante favoritismo… mas mostra que a Mercedes terminou o teste com um dia bem mais limpo e produtivo, depois de dores de cabeça de confiabilidade.

Também vale notar uma coisa: a equipe admitiu que ainda está difícil manter o carro num “happy window” (janela ideal de funcionamento) no calor do Bahrein — e isso pode ser um tema real no começo do ano.

Ferrari: Hamilton rodou muito, e isso é ouro em carro novo

Em seguida, a Ferrari parece ter feito um trabalho bem “pé no chão”: muito check de configuração, comparação de compostos e evolução de acerto.

O destaque aqui foi Lewis Hamilton: muita volta (um caminhão de dados) e comentários positivos sobre o SF-26, mas com um aviso clássico de pré-temporada: esses carros são complexos e tudo gira em torno de achar a janela certa, principalmente com pneus.

Além disso, a Ferrari deve levar um pacote mais “pesado” de atualizações no segundo teste (18 a 20 de fevereiro, também no Bahrein), mirando o acerto final antes da estreia na Austrália em 6 a 8 de março de 2026.

Red Bull: projeto forte, PU confiável e… pés no chão

Porém, se tem uma frase que ficou no ar no paddock é: Red Bull parece muito sólida. Mesmo sem cravar que está “na frente”, o conjunto mostrou confiança, e o detalhe que chama atenção é a confiabilidade do powertrain novo: muita volta completada e pouca dor de cabeça.

E claro: quando Max Verstappen começa uma semana de teste sendo referência, todo mundo presta atenção — mesmo sabendo que ninguém mostrou tudo ainda.

McLaren ligou o alerta: largadas, energia e ultrapassagens

Agora, uma das partes mais “sérias” do teste não veio de uma volta rápida, e sim de um pedido público da McLaren: Andrea Stella quer ajustes urgentes nas regras das unidades de potência por três motivos que mexem direto com corrida e segurança.

Primeiro: largadas ficaram mais críticas, porque o procedimento depende do V6 para encher o turbo, e qualquer erro pode gerar largada lenta ou anti-stall. Em segundo lugar: a necessidade de lift and coast (tirar o pé antes do fim da reta pra economizar energia) pode criar diferenças perigosas de velocidade de aproximação entre carros.

Por fim, sem DRS e com aerodinâmica ativa, a ultrapassagem pode virar um quebra-cabeça se a energia não permitir “atacar” de verdade. O tal do boost mode (modo de impulso) existe, mas pode não ser suficiente se o carro estiver sempre no limite de bateria.

Audi e Bortoleto: detalhes que chamaram atenção

Além disso, a Audi chamou olhares por mudanças visíveis de carroceria (especialmente sidepods mais agressivos em comparação com o que tinha aparecido antes). E pra nós, brasileiros, é impossível não acompanhar cada passo do Gabriel Bortoleto: ele teve quilometragem importante e um tempo competitivo no Dia 2, o tipo de semana que ajuda muito um piloto em adaptação.

Aston Martin: começou “atrás do relógio”

Por outro lado, quem saiu do primeiro teste com cara de “tem trabalho dobrado” foi a Aston Martin. A equipe sofreu com problemas, ficou abaixo em volume de voltas em momentos-chave e admitiu que está atrás do cronograma. Em era nova, isso dói, porque cada dia de teste vale por semanas de desenvolvimento.

O que esperar do 2º teste (18–20/02) e da estreia

Pra fechar: o segundo teste no Bahrein (18 a 20 de fevereiro) deve ser bem mais revelador. Normalmente é quando:

  • As equipes começam a encaixar o “carro de corrida” de verdade
  • Aparecem pacotes mais próximos da especificação de estreia
  • E o ritmo em stints longos começa a ter mais peso

E aí sim, a ansiedade começa a virar realidade, porque a abertura na Austrália (6 a 8 de março de 2026) já vai estar logo ali.



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